
Duas marcas, uma visão
Vinhos
A actividade de Joaquim Arnaud encontra duas expressões vínicas distintas.
Joaquim Arnaud é a liberdade autoral.
Arundel é continuidade e origem.
Uma permite procurar novas regiões, novas ideias, novas colaborações e novas formas de interpretar o vinho, enquanto a outra aprofunda a relação com Pavia, Cabeção, a propriedade familiar, as vinhas antigas e uma cultura de produção que pertence ao Alentejo.
São duas formas complementares de expressar a mesma pessoa.

Sem terra nem teto
O Projecto Joaquim Arnaud nasce da liberdade de criar, experimentar e imaginar.
Não está preso a uma propriedade, a uma região ou a uma fórmula.
Joaquim procura vinhas, castas, pessoas e ideias que lhe despertem curiosidade e trabalha sozinho ou em colaboração com outros enólogos, dependendo daquilo que cada projecto pede.
Ao longo desse percurso, tem tido a oportunidade de produzir vinho em lugares onde os seus antepassados viveram, tiveram propriedades ou mantiveram ligações, como Alenquer, Peral, Setúbal e outros...
Esta coincidência entre os lugares onde hoje cria e os lugares por onde a família passou tem para Joaquim um significado especial, reforçando uma ligação ao passado que não condiciona a sua liberdade, mas lhe acrescenta memória e sentido.
A origem e a técnica são importantes, mas nenhuma delas deve impedir a descoberta.
A marca Joaquim Arnaud aceita fazer perguntas, misturar experiências e seguir caminhos diferentes para criar algo com identidade.

A herança com raízes
Se Joaquim Arnaud representa liberdade, Arundel representa profundidade.
A marca nasce da história familiar e da ligação de Joaquim à propriedade no Alentejo.
O próprio nome recupera a memória da linhagem inglesa dos Arnaud e da sua relação histórica com os Condes de Arundel.
Aqui, o território ocupa o centro.
Pavia e Cabeção, vinhas antigas, cultura de sequeiro, pequenas produções, talhas de barro, madeira e tempo constroem uma linguagem própria.
Arundel procura trabalhar com aquilo que o território ainda guarda, através de vinhos acompanhados de perto, feitos em quantidades limitadas e pensados para evoluir, chegar à mesa e marcar o momento.
Uma prática atenta
A continuidade de uma propriedade agrícola implica também uma responsabilidade sobre aquilo que se deixa para a geração seguinte.
Na vinha e na agricultura, Joaquim privilegia práticas adaptadas ao território, cultura de sequeiro e intervenções reduzidas.
Entre os exemplos concretos estão a integração de animais na gestão da propriedade, a não utilização de agroquímicos, a escolha de garrafas mais leves e a reutilização de caixas.
A mesma atenção estende-se progressivamente às escolhas de materiais e à procura de soluções que reduzam desperdício sem transformar a sustentabilidade num argumento publicitário.
O vinho e as emoções
Um vinho completa-se quando é aberto, descoberto e partilhado.
Para nós, o vinho não se esgota na origem, na casta ou na forma como é produzido, é também aquilo que desperta em quem dele disfruta, por isso levámos esta dimensão para os nossos rótulos, em jeito de convite para entrar neste jogo e descobrir as suas próprias emoções.
Tranquilidade, inspiração, alegria, nostalgia, amor, harmonia ou entusiasmo são algumas das palavras que já acompanharam os nossos vinhos.
Quem os prova pode reconhecer-se nelas, encontrar outras ou simplesmente deixar que o vinho construa a sua própria memória.
Essa mesma ideia atravessa tudo aquilo que fazemos, alegria, encontros, partilha, curiosidade e celebração fazem parte da forma como imaginamos, comunicamos e vivemos os nossos vinhos.
Quinta dos Plátanos
Projecto parceiro
Quinta dos Plátanos é um projecto familiar de Alenquer ligado à família da mulher de Joaquim.
Tem identidade, propriedade e história próprias.
Joaquim acompanha e colabora com o projecto, colocando à sua disposição experiência e conhecimento, e apoiando activamente a promoção dos vinhos da Quinta dos Plátanos.